União das Freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas
(Município de Cabeceiras de Basto)
Foi constituída em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas.
A população de Gondiães e Vilar de Cunhas, conforme os dados mais recentes, é de 347 habitantes segundo o censo de 2021. A freguesia, que abrange uma área de 41,39 km².
Situada na extremidade nordestina do concelho de Cabeceiras de Basto, Gondiães confronta com três concelhos: Montalegre, Boticas e Ribeira de Pena. Apesar de consideravelmente extensa, esta antiga freguesia é pouco populosa. O seu relevo é levemente ondulado e é caracterizado a leste pelo vale do rio Beça. É uma terra fértil e abundante em caça e floresta.
A Festa das Papas decorre alternadamente no lugar do Samão e em Gondiães, a 20 de janeiro. No dia de festa comem-se as papas, a broa, o toucinho e bebe-se o vinho, tudo preparado pelos habitantes durante uma semana para, nesse dia, ser benzido. Algumas pessoas levam consigo parte da broa, que guardam durante algum tempo devido à “mezinha” que acreditam existir no pão benzido. Do património edificado destacam-se a modesta igreja de São Martinho de Gondiães e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, o Matadouro da Picota e a ponte de arame sobre o rio Beça. A agricultura e a floresta são as principais atividades económicas. No artesanato destacam-se os bordados e os trabalhos em linho.
Outrora chamada de Vila Seca, Vilar de Cunhas compreende as aldeias de Vilar, Cunhas e Uz. De território considerado extenso, mas escassamente povoado, situa-se na parte nordeste do concelho, confrontando com os municípios de Montalegre e Ribeira de Pena e com as freguesias de Riodouro, Cavez e a antiga freguesia de Gondiães.
Dominada por um clima rigoroso, esta antiga freguesia apresenta uma área de planalto e outra de montanha, que permite a permanência da agricultura e da pastorícia, desde tempos antigos, como sustentáculo económico local, preservando interessantes usos e técnicas de valor etnográfico.
Vilar de Cunhas detém um rico património natural e paisagístico, com potencial nas áreas cinegética e piscatória. A pecuária, quando direcionada para a produção de carne, associa-se à atividade agrícola.
Do património cultural e edificado destacam-se a Igreja de São Lourenço, a Capela de Santa Luzia, a Capela de São Mateus e a Casa de Chouzas, edifício solarengo de provável origem oitocentista que inclui três espigueiros da mesma centúria. Das festas e romarias sobressaem as de São Lourenço e do Espírito Santo. No artesanato destacam-se as tecedeiras de linho, as meias de lã e as rendas.
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